ASSISTÊNCIA DO ENFERMEIRO AO RECÉM-NASCIDO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA DE SAÚDE

Heuler Souza Andrade

Resumo


Introdução: No Brasil, a Estratégia Saúde da Família é a principal ferramenta de organização da Atenção Primária à Saúde, na tentativa de facilitar a aproximação entre o serviço e a população, conhecendo assim o usuário de perto. Objetivo: Descrever a assistência do Enfermeiro frente aos cuidados com o recém-nascido na Atenção Primária à Saúde, no município de Cláudio, Minas Gerais. Método: Delineamento exploratório e descritivo de abordagem quantitativa. Utilizou-se um questionário autoaplicável, contendo perguntas objetivas. Resultados: Evidenciou-se uma amostra de 7 profissionais enfermeiros que trabalhavam na Atenção Primária de Saúde, no período de março a julho de 2017, com predominância das seguintes características: sexo feminino (71,4%), faixa etária de 36 a 45 anos (57,1%), tempo de formação até 20 anos (42,8%), trabalhavam na instituição (42,8%), realizavam a vacina Hepatite B e orientavam quanto às reações adversas (85,7%), (100%) realizavam o Teste do Pezinho, realizavam a primeira consulta entre o 5º e 10º dia (42,8%), (100%) realizavam a avaliação da mãe e criança quanto à presença de situação de risco, (85,7%) orientavam as mães correlacionando os cuidados de acordo com a faixa etária, realizavam orientações sobre os cuidados gerais e a prevenção de acidentes (71,4%), orientavam sobre amamentação, alimentação, higiene bucal etc. (57,1%), visitavam a puérpera (42,9%) entre o 5º e 10º dia após o parto. Considerações finais: Diante dos resultados da pesquisa foi possível descrever a assistência do recém-nascido, ficando evidente que existem falhas quanto ao que é preconizado pelo Ministério da Saúde em relação aos procedimentos e condutas do profissional, especialmente no que diz respeito ao repasse de informações e orientações às mães.



Referências


Organização Mundial De Saúde. Declaração de Alma-Alta. Alma-Alta: OMS, 1978. Disponível em: . Acesso em 12/12/2017

Starfield B. Atenção Primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília(DF): UNESCO, Ministério da Saúde, 2002.

Motta LCS, Siqueira-Batista R. Estratégia Saúde da Família: Clínica e Crítica. Rev. Bras. Educ. Med. 2015; 39(2):196-207.

Vaz EMC, Magalhães RKBP, Toso BRGO, Reichert APS, Collet N. Longitudinalidade do cuidado à criança na Estratégia Saúde da Família. Rev. Gaúcha Enferm. 2015; 36(4):49-54.

Souza RSantana, Ferrari RAP, Santos TFM, Tacla MTGM. Atenção à Saúde da Criança: prática de enfermeiros da saúde da família. Rev Min Enferm. 2013; 17(2):331-339

Finkler AL, Viera CS, Tacla MTGM, Toso BRGO. O acesso e a dificuldade na resolutividade do cuidado da criança na atenção primária à saúde. Acta Paul Enferm, 2014; 27(6):548-53..

Teixeira GA, Costa FML, Mata MS, Carvalho JBL, Souza NL, Silva RAR. Fatores de risco para a mortalidade neonatal na primeira semana de vida. Rev. Pesqui. Cuid. Fundam. [periódico na internet] 2016[citado em dezembro 2017]; 8(1):4036-4046. Disponível em: < www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/downloadSuppFile/.../2844 >.

Ministério da Saúde(BR). Saúde da criança: crescimento e desenvolvimento. Brasília(DF): Secretaria de Atenção à Saúde, 2012b.

Pereira MC, Garcia ESGF, Andrade MBT, Gradim CVC. Sentimentos da puérpera primípara nos cuidados com o recém-nascido. Cogitare Enferm. 2012; 17(3):537-42.

Ministério da Saúde(BR). Atenção à saúde do recém-nascido: guia para os profissionais de saúde. Gerais. Brasília(DF): Secretaria de Atenção à Saúde, 2012a.

Silva FB, Gaíva MAMu. Dificuldades enfrentadas pelos profissionais na utilização da caderneta de saúde da criança. . 2016; 18(2):96-103.

Aleluia ÍRS, Medina MG, Almeida PF, Vilasbôas ALQ. Coordenação do cuidado na atenção primária à saúde: estudo avaliativo em município sede de macrorregião do nordeste brasileiro. Ciênc. saúde coletiva. 2017; 22(6): 1845-1856.

Gaiva MAM, Dias NS, Siqueira VCA. Atenção ao Neonato na Estratégia Saúde da Família: Avanços e Desafios para a Atenção Integral. Cogitare Enferm. 2012; 17(4): 730-7.

Nunes EFPA, Santini SML, Carvalho BG, Cordoni Junior L. Força de trabalho em saúde na Atenção Básica em Municípios de Pequeno Porte do Paraná. Saúde debate. 2015; 39(104): 30-42

Oliveira MPR, Menezes IHCF, Sousa LM, Peixoto MRG. Formação e Qualificação de Profissionais de Saúde: Fatores Associados à Qualidade da Atenção Primária. Rev. Bras. Educ. Med. 2016; 40(4): 547-559.

GARCIA, César Carrillo, et al. Influência do gênero e da idade: satisfação no trabalho de profissionais da saúde. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2013; 21(6):1314-20.

Batista VCL, Ribeiro LCC, Ribeiro CDAL, Paula FA, Araújo A. Avaliação dos atributos da atenção primária à saúde segundo os profissionais de saúde da família. SANARE. 2016; 15(2):87-93.

Galavote HS, Zandonade E, Garcia ACP, Freitas PSS, Seidl H, Contarato PC, Andrade MAC, Lima RCD. O trabalho do enfermeiro na atenção primária à saúde. Esc. Anna Nery. 2016; 2(1): 90-98

Rolim ACA, Moreira GAR, Gondim SMM, Paz SS, Vieira LJES. Fatores associados à notificação de maus-tratos em crianças e adolescentes realizada por enfermeiros na Atenção Primária à Saúde. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2014; 22(6): 1048-1055.

Lopes EG, Martins CBG, Lima FCA, Gaíva MAM. Situação vacinal de recém-nascidos de risco e dificuldades vivenciadas pelas mães. Rev. Bras Enferm. 2013; 66 (3): 338-44.

Pinheiro JMF, Tinoco LS, Rocha ASS, Rodrigues MP, Lyra CO, Ferreira MÂF. Atenção à criança no período neonatal: avaliação do pacto de redução da mortalidade neonatal no Rio Grande do Norte, Brasil. Ciênc. saúde coletiva. 2016; 21(1): 243-252.

Oliveira FFS, Oliveira ASS, Lima LHO, Marques MB, Felipe GF, Sena IVO. Consulta de puericultura realizada pelo enfermeiro na estratégia saúde da família. Revista da Rede de Enfermagem do Nordeste. 2013; 14(4): 694-703.

Marqui ABT. Teste do pezinho e o papel da enfermagem: uma reflexão. Rev Enferm Atenção Saúde [periódico na internet]. 2016 [ citado em dez 2017] 5(2): 96-103. Disponível em: .

Conceição CM, Dornaus MFPS, Portella MA, Deutsch AA, Rebello CM. Influência do local de avaliação na mensuração da bilirrubina transcutânea. Einstein. 2014; 12(1): 11-15.

Rosa J, Faccin C, Dalegrave D, Argenta C, Fransciscatto LHG. Ações educativas de assistência em enfermagem em ambiente hospitalar: a atenção a pais e familiares de neonatos em fototerapia. Revista de Enfermagem. 2012; 8(8): 154-165.

Madalozo F, Xavier Ravelli AP. Projeto consulta puerperal de enfermagem: avaliando o aprendizado adquirido de puérperas sobre o pós-parto. Revista Conexão UEPG. 2013; 9(1): 154-161.

Almeida JM, Luz SAB, Ued FV. Apoio ao aleitamento materno pelos profissionais de saúde: revisão integrativa da literatura. Revista Paulista de Pediatria. 2015; 33(3): 355-362.

Marinho MS, Andrade EM, Abrão ACFV. A atuação do(a) enfermeiro(a) na promoção, incentivo e apoio ao aleitamento materno. Revista Enfermagem Contemporânea. 2015; 4(2): 189-198.

Azevedo ARR, Alves VH, Souza RMP, Rodrigues DP, Branco MBLR, Cruz AFN. O manejo clínico da amamentação: saberes dos enfermeiros. Escola Anna Nery. 2015; 19(3): 439-445.

Abud SM, Gaiva MAM. Análise do preenchimento dos dados de imunização da caderneta de saúde da criança. Revista Eletrônica de Enfermagem. [periódico na Internet] 2014 [citado em dez 2017]; 16(1): 61-7. Disponível: < https://www.fen.ufg.br/fen_revista/v16/n1/pdf/v16n1a07.pdf>. Acesso em: 11/12/2017.

Suto CSS, Laura TAOF, Costa LEL. Puericultura: a consulta de enfermagem em unidades básicas de saúde. Rev Enferm UFPE on line. [periódico na Internet] 2014 [citado em dez 2017]; 8(9): 3127-33. Disponível em: < https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/download/10034/10432>. Acesso em: 12/12/2017.

Monteiro AI, Macedo IP, Santos ADB, Araújo WM. A enfermagem e o fazer coletivo: acompanhando o crescimento e o desenvolvimento da criança. Rev. Rene. 2011; 12(1): 73 a 80. Disponível em: < http:// www.revistarene.ufc.br/vol12n1_pdf/a10v12n1.pdf> Acesso em: 12/12/2017.

Vieira MM, Whitaker COM, Costa ÂA, Ribeiro JM. A atenção da enfermagem na saúde da criança: revisão integrativa da literatura. Revista Uniara. 2015; 18(1): 97-115.

Souza RS, Ferrari RAP, Santos TFM, Tacla MTG. Atenção à Saúde da Criança: prática de enfermeiros da saúde da família. Rev Min Enferm. 2013; 17(2): 331-339.

Palombo CNT, Duarte LS, Fujimori E, Tamami Á, Toriyama M. Uso e preenchimento da caderneta de saúde da criança com foco no crescimento e desenvolvimento. Rev Esc Enferm USP. 2014; 48(esp.): 60-7

Andrade RD, Santos JS, Maia MAC, Silva MAI, Veríssimo MR, Mello DF. Visita domiciliária: tecnologia de cuidado utilizada pelo enfermeiro na defesa da saúde da criança. Texto Contexto Enferm. 2015; 24(4):1130-8.

Mazzo MHSN, Brito RS, Santos FAPS. Atividades do enfermeiro durante a visita domiciliar pós-parto. Rev. Enferm UERJ. 2014; 22(5): 663-7.

Ximenes Neto FRG, Chaves ME, Ponte MAC, Cunha ICKO. Trabalho do enfermeiro da Estratégia Saúde da Família na visita ao lar da puérpera e recém-nascido. Rev. Soc. Bras. Enferm. Ped. 2012; 12(1):27-36.

Afonso JA, Afonso KK, Jones KM. Percepção das gestantes frente ao pré-natal prestado pelo enfermeiro. RBPeCS. 2015; 02(01): 22-26.

Medeiros LS, Costa ACM. Período puerperal: a importância da visita domiciliar para enfermeiros da Atenção Primária à Saúde. Revista da Rede de Enfermagem do Nordeste. 2016; 17(1): 112-119.


Texto completo: PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

Cadernos da Escola de Saúde. ISSN Eletrônico: 1984-7041.