Mulheres curdas sob a perspectiva cinematográfica: uma discussão sobre o filme Filhas do Sol

  • Jamer Melo

Resumo

Este artigo levanta uma discussão sobre o filme Filhas do Sol (2018), dirigido pela cineasta francesa Eva
Husson, considerando as representações do povo curdo e suas lutas, sobretudo a resistência feminina ao
Estado Islâmico. O objetivo é avaliar de que forma o filme estabelece e apresenta a situação curda – na
oposição Ocidente/Oriente – em relação à representatividade feminina, principalmente como uma nova
forma de retratar conflitos armados em produções audiovisuais e, também, no trabalho de cobertura
jornalística, uma vez que, em geral, a questão curda é pouco pautada no Ocidente devido à distância
geográfica e às diferenças culturais. Tomamos os elementos narrativos do filme enquanto materiais
discursivos de grande relevância estética e política ao produzirem discursos que, muitas vezes, parecem
distantes do espectador, mesmo sendo uma narrativa ficcional baseada em fatos reais. Para tanto, utilizamos
referenciais teóricos que fundamentam alguns conceitos pertinentes a tal discussão, como orientalismo,
representações sociais, identidade cultural, discurso, além da contextualização geopolítica e social do
Curdistão e territórios relacionados.

Publicado
2021-05-28
Seção
Dossiê Orientalismo