PROTEÇÃO DE DADOS DE SAÚDE COMO DIREITO FUNDAMENTAL

Autores

  • Fernanda Schaefer

Palavras-chave:

Saúde, Confidencialidade, Dados Médicos, Privacidade, Interesse Social

Resumo

A Medicina chega ao início do século XXI fortemente pressionada por forças mercadológicas e tecnológicas. Neste contexto, os dados clínicos passam a ser economicamente cobiçados por laboratórios multinacionais e por alguns setores do governo que vêm neles não apenas uma forma de proporcionar avanço científico, mas também uma possibilidade de promover diferentes formas de controle social. É diante desse quadro tecnológico e informacional que surge a preocupação em proteger dados médicos que, por sua natureza, são considerados sensíveis. Busca-se determinar a dimensão social e informativa dos dados clínicos e como protegê-los, já que sua incorreta utilização pode dar causa ao aviltamento da dignidade da pessoa humana e, até mesmo, ser justificadora de novas formas de xenofobia. Para isso, é necessário o redimensionamento da privacidade para agora abarcar também a noção de autodeterminação informativa, permitindo ao titular dos dados o controle sobre eles e, com isso, o desenvolvimento de sua personalidade e a liberdade de realização de escolhas existenciais.

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Publicado

2015-03-04

Como Citar

SCHAEFER, Fernanda. PROTEÇÃO DE DADOS DE SAÚDE COMO DIREITO FUNDAMENTAL. Cadernos da Escola de Direito, Curitiba, v. 1, n. 17, 2015. Disponível em: https://portaldeperiodicos.unibrasil.com.br/index.php/cadernosdireito/article/view/2969. Acesso em: 7 maio. 2026.

Edição

Seção

Dossiê: Direito e Saúde