O RADIOJORNALISMO NO BRASIL

Thays Renata POLETTO, Bruna de Oliveira FERREIRA, Dayane Sottomaior RAMOS, Felipe Augusto do NASCIMENTO, Mayara Cardoso dos SANTOS, Raphaella de Aquino Costa VIEIRA, Sara Erthal da Cruz CARVALHO

Resumo


Este estudo aborda as origens e a evolução das transmissões de notícias no rádio, desde suas primeiras aparições amadoras até os dias atuais, quando temos rádios que transmitem apenas este tipo de conteúdo. Desde sua primeira transmissão oficial no Brasil, em 7 de setembro de 1922, o rádio encantou muitas pessoas, como os cientistas Edgard Roquette-Pinto e Henrique Morize, que lutaram pela instalação oficial do veículo no país. Roquette-Pinto criou e apresentou o primeiro jornal de rádio brasileiro, a partir da leitura de jornais impressos na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, no programa "Jornal da Manhã", que ele mesmo selecionava, lia e comentava. Era a modalidade do jornal falado, que se manteve por muito tempo, e que deu origem ao procedimento de gillette-press ou tesoura-press. Em 1932, durante a Revolução Constitucionalista, o radiojornalismo surgiu em São Paulo com experiências de diversos formatos jornalísticos e uma forte parcialidade, sendo a primeira vez em que o rádio foi utilizado no Brasil como instrumento de mobilização popular. Nas décadas de 30 e 40, houve aperfeiçoamento de equipamentos e dos profissionais e um dos maiores mitos do radiojornalismo brasileiro passou a ser transmitido: o programa de notícias Repórter Esso, com estilo direto e sintético, baseado em notícias de agências internacionais. Junto ao Jornal Falado Tupi fez grande sucesso, em especial em relação à rapidez de divulgação de notícias da Segunda Guerra. Em 1935, foi criada a Hora do Brasil, noticiário oficial distribuído pelo Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) com caráter propagandístico do governo. O programa existe até hoje, mas com o nome A Voz do Brasil. Na década de 50, dentre as várias emissoras que transmitiam radiojornalismo as que mais tiveram destaque foram: a Rádio Bandeirantes, Rádio Record, Rádio Tupi, Rádio Mairink Veiga, Rádio Tamoio e a Rádio Jornal do Comércio de Recife, além da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Em 1953, foi criada a Rede Nacional de Notícias, que permitia a retransmissão, pelas ondas curtas, do jornal falado da Nacional por dezenas de emissoras no interior do Brasil. Na década de 50, o rádio passou a concorrer com a televisão e foi obrigado a se refazer. Nesse período, descobriu-se o horário matutino como seu horário nobre e houve uma necessidade de mudar a linguagem na transmissão de notícias para adaptar-se ao gosto dos ouvintes. Houve um decréscimo de transmissões noticiosas quando surgiram as emissoras em Frequência Modulada (FM), que atraíam um público jovem com sua programação musical, mais leve e mais barata que a programação noticiosa. Em 1991, entrou no ar a Rádio CBN (Central Brasileira de Notícias), a primeira a transmitir 24 horas de jornalismo. Com quatro emissoras e 30 afiliadas, tornou-se referência na cobertura de notícias. Outras emissoras “all news”, como a CBN, surgiram no país e hoje percebe-se que há um público ouvinte muito interessado em ouvir notícias pelo rádio.

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