UMA ANÁLISE SOBRE A PSICOPATIA

  • Bárbara Queiroz Raspante Unibrasil Centro Universitário
  • Marcela Doro Hoffelder Unibrasil Centro Universitário
  • Graciela Sajunta Faria Unibrasil Centro Universitário
Palavras-chave: psicopatia, transtorno de personalidade antissocial, PCL-R, intervenção.

Resumo

A psicopatia pode ser entendida como uma série de comportamentos antissociais que revelam severas disfunções afetivas e interpessoais relacionadas à incapacidade de ser empático, sentir remorso ou culpa. Usufruindo de toda sua eloquência, charme e poder de manipulação, os psicopatas possuem inquestionável aptidão em provocar consequências devastadoras na vida das outras pessoas. No entanto, ao contrário do que a sociedade tende a presumir, nem todos os psicopatas são criminosos. Alguns cometem apenas delitos morais sem infringir a lei. Menor ainda é a porcentagem de seriais killers dentro desta categoria. Equívocos comuns a este tornam nítida a necessidade de disseminar os conhecimentos já adquiridos acerca do tema. Portanto, a partir de uma revisão bibliográfica exploratória, este trabalho tem por objetivo compreender a psicopatia em uma perspectiva biopsicosocial, e do mesmo modo investigar demais questões relacionadas a possíveis tratamentos. Esses indivíduos não devem ser compreendidos através da versão convencional de doença mental. Os psicopatas possuem plena consciência de seus atos, apesar de não os considerarem impróprios. Por esta razão, inclusive, são classificados como imputáveis penalmente. Diversas são as especulações sobre a origem desta personalidade, entretanto, a hipótese mais provável é de que esses comportamentos emergem de uma conjugação complexa de fatores biológicos e sociais. Isto é, pode existir uma predisposição relacionada às disfunções na região cortical e do sistema límbico, à medida que situações envolvendo traumas na infância, somados ao contexto atual, tendem a subsidiar a evolução ou não do transtorno. Identificar um psicopata é uma tarefa árdua. Em alguns países são aplicados testes eficientes para diagnosticar esses sujeitos, como por exemplo, o Psychological Checklist Revised (PCL-R). No Brasil, não há o investimento necessário em análises forenses, tampouco recursos suficientes para aplicação de testes como este. Com relação a possíveis tratamentos, nenhum método apresentou eficácia distendida comprovada até o momento. No entanto, duas considerações são positivas, a primeira é que em se tratando de “psicopatas em formação”, ou seja, ainda antes da adolescência, intervenções focadas em reduzir a impulsividade e agressividade podem apresentar algum resultado. A segunda refere-se à surpreendente verificação de que depois dos 40 anos de idade os comportamentos disfuncionais tendem a declinar abruptamente. De todo modo, o que ainda ocorre é que muitas das propostas de intervenção estão focadas em desenvolver consciência e empatia nessa população, ignorando características básicas de sua natureza. Aspectos acerca da psicopatia ainda parecem inconclusivos para os pesquisadores, uma incógnita para a sociedade, e equivocadamente irrelevante para o Estado, sendo necessária a continuidade de estudos e experimentos neste campo.

Biografia do Autor

Bárbara Queiroz Raspante, Unibrasil Centro Universitário
Estudante de Psicologia
Marcela Doro Hoffelder, Unibrasil Centro Universitário
Estudante de Psicologia
Graciela Sajunta Faria, Unibrasil Centro Universitário
Profª. Dra. do curso de psicologia
Publicado
2020-01-22
Seção
Psicologia