A medicalização dos afetos:a ritalinização da infância e as implicações aos direitos da infância e adolescência

Autores

  • Jocimara Lopes da Silva Baumgardt
  • Pricilla Lechinewski Gouveia Zardo

Palavras-chave:

Ritalinização, docilização, escola, direitos fundamentais

Resumo

Os diagnósticos de Transtornos de Déficit de Atenção (TDAH), tem aumentado significativamente nos últimos anos no Brasil, o que trouxe a preocupação em buscar entender os fatores que levaram a esse excesso de diagnósticos e consequentemente de medicalização de crianças e adolescentes em idade escolar. O presente artigo traz a história do psicoativo (metilfenidato) e seu uso no contexto brasileiro.  Propõe a reflexão acerca de como a escola tem contribuído para a identificação dessas crianças.  Nesse sentido buscou-se analisar os critérios que são utilizados para o diagnóstico do TDAH bem como suas implicações. O artigo enveredou-se na tentativa de encontrar as possibilidades de mudança para este quadro de docilização dos afetos através da medicalização, numa perspectiva Foucaultiana de interpretação dos mecanismos de poder e de seus discursos normatizadores sobre a sociedade. A partir dessa perspectiva, almejou-se trazer o direito para a discussão sobre o tema e sua atuação na tutela dos direitos fundamentais das crianças e dos adolescentes.

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Publicado

2017-04-13

Como Citar

BAUMGARDT, Jocimara Lopes da Silva; ZARDO, Pricilla Lechinewski Gouveia. A medicalização dos afetos:a ritalinização da infância e as implicações aos direitos da infância e adolescência. Cadernos da Escola de Direito, Curitiba, v. 3, n. 26, p. 81–94, 2017. Disponível em: https://portaldeperiodicos.unibrasil.com.br/index.php/cadernosdireito/article/view/3055. Acesso em: 9 maio. 2026.

Edição

Seção

Artigos