PERFIL NUTRICIONAL DE CRIANÇAS ACOMPANHADAS EM UM AMBULATÓRIO-ESCOLA DE CURITIBA

  • Erika Gomes CASTILHO
  • Aniele da Silva MACEDO
  • Edilceia RAVAZZANI
Palavras-chave: Obesidade Infantil, Estado Nutricional, Fator de risco, Criança

Resumo

A Pesquisa de Orçamento Familiar (POF 2008-2009) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), juntamente com o Ministério da Saúde, verificou um aumento no número de crianças acima do peso no País. A faixa etária que mais sofreu alteração foi de 5 a 9 anos de idade. O aumento do sobrepeso e da obesidade tem sido determinado em pesquisas atuais e se torna uma preocupação para a saúde, uma vez que tem atingido crianças de todas as faixas etárias independente das classes sociais. O objetivo da presente pesquisa foi avaliar o perfil nutricional de crianças frequentadoras de um ambulatório escola de Curitiba/PR e compreender as causas que norteiam esse problema. A amostra total foi composta por dados de 15 prontuários de crianças de 1 a 9 anos de idade com media de 5,98± 2,65 anos, que frequentaram o ambulatório escola do UniBrasil nos anos de 2013/14, das quais 66,7% eram do sexo feminino e 33,3% do sexo masculino. Com relação ao perfil nutricional considerando IMC/I 13,3% apresentaram baixo peso, 6,7% apresentaram-se eutróficos e 80% foram classificados obesos. Quando avaliada a pratica de atividade física, encontrou-se 53,3% do total da amostra que referiram não praticar qualquer atividade física fora da escola, sendo que outro dado relevante encontrado foi que 60% da amostra refere permanecer na frente da televisão por mais de uma hora. Ressalta-se ainda que como preferencias alimentares foram citados os seguintes alimentos: massas (macarrão), pães, chocolate e doces perfazendo 73,6% do total da amostra e quanto a adesão ao tratamento 75% retornou apenas uma vez para a consulta. Portanto, esses dados apontam para a manutenção do problema o que pode ser agravado pela não adesão ao tratamento. É necessário também que a percepção dos pais frente ao problema seja explorada, muitos não reconhecem ou não consideram que este seja um problema de saúde. Estratégias e ações que visam esse público precisam ser implementadas, iniciativas como essa da instituição ajuda a diminuir o número crescente de crianças com diagnóstico de obesidade, porém é importante que ações que promovam a adesão e a participação da família no tratamento sejam aplicadas.
Publicado
2016-05-03