A ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA COM DEFICIÊNCIA VISUAL: ESTUDO DE CASO
Palavras-chave:
deficiência visual, profissional de educação física, mercado de trabalho, inclusão social.Resumo
O professor de Educação Física tem como objeto de estudo o corpo, a cultura e o movimento humano, em diferentes áreas de atuação, neste sentido, deve manter-se atualizado em seus estudos, buscando graduar-se com qualidade, desenvolvendo competências e habilidades para intervir de maneira ética, promovendo a saúde e qualidade de vida assim. Dada as novas políticas educacionais de inclusão no país, a flexibilização curricular a nível superior e adaptações curriculares passaram a ser garantidas e asseguradas por lei, permitindo que sujeitos com diferentes características tenham acesso a uma formação de mais qualidade. Com base nestes pressupostos, este estudo apresenta reflexões que contribuem para a análise das condições de inserção de um professor graduado em Educação Física com deficiência visual no mercado de trabalho. O deficiente visual é considerado alguém com a falta ou baixa visão que necessita de processos adaptados para aprendizagem. De acordo com a lei 9394/96, o Estado garante o atendimento especializado a todos esses indivíduos, disponibilizando serviços e estratégias, visando o ensino igual para todos. Neste sentido, a pergunta que norteia este trabalho é como ocorre a inserção e atuação de um profissional de bacharel em educação física com deficiência visual no mercado de trabalho? Os objetivos específicos são relatar como este profissional atua, verificar as possibilidades e dificuldades encontradas durante a graduação e inserção/atuação no mercado de trabalho. A coleta de dados será feita através de entrevista com roteiro semiestruturado dividido em três categorias: perfil, formação acadêmica e inserção/atuação profissional. A entrevista será gravada, transcrita e posteriormente analisada. O projeto piloto foi realizado com um deficiente auditivo, de 36 anos, sexo masculino, residente na cidade de Curitiba, formado na área de educação física. O entrevistado relatou que perdeu a audição por volta dos 24 anos quando recém havia terminado sua graduação. Por este motivo, durante sua formação acadêmica não houve necessidade de ajuda ou adaptação curricular, e, segundo o mesmo, por ter sido aprovado em concurso público logo que formado, não apresentou dificuldades para inserção e desenvolvimento de sua prática profissional. A coleta de dados será finalizada no segundo semestre de 2018.Downloads
Publicado
2019-08-19
Edição
Seção
Educação Física