PREVALÊNCIA DE DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS E SUA RELAÇÃO COM A OBESIDADE EM CURITIBA-PR

  • Andressa Dantas de Paula Centro Universitário Autônomo do Brasil
  • Karen Cristina Soares da Luz Centro Universitário Autônomo do Brasil
  • Thais Cristina Borges Amaral Centro Universitário Autônomo do Brasil
  • Beatriz dos Santos Bomfim Centro Universitário Autônomo do Brasil
  • Mariana Alves Costa Centro Universitário Autônomo do Brasil
  • Edilceia Domingues do Amaral Ravazzani Centro Universitário Autônomo do Brasil
Palavras-chave: Doenças crônicas não transmissíveis, obesidade, Curitiba, prevalência.

Resumo

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são uma das principais causas relacionadas a mortalidade em países desenvolvidos e nas grandes metrópoles brasileiras. Os fatores de risco para desencadear as DCNT estão relacionados com a predisposição genética, raça, idade, sexo e dislipidemia, além disso, tem associação direta com estilo de vida e hábitos alimentares, como por exemplo, tabagismo, consumo abusivo de álcool, sedentarismo e baixa ingestão de frutas, verduras e legumes. A Sociedade Brasileira de Cardiologia divulgou dados mostrando que 80% da população adulta não pratica atividade física e que 52% dos adultos encontram-se com sobrepeso, sendo 11% obesos, tais dados explicam o aumento da morbidade e mortalidade, visto que a obesidade também é um fator de risco para várias DCNT. Na Região Sul do país concentrasse a maior proporção de indivíduos com sobrepeso e obesidade. O objetivo da pesquisa é determinar a prevalência de obesidade, diabetes e hipertensão arterial em adultos residentes na cidade de Curitiba no Estado do Paraná. Para obter as informações foi realizado levantamento de dados epidemiológicos, entre os anos de 2013 a 2017, utilizando as plataformas SINAN, DATASUS e VIGITEL. O perfil dos curitibanos quanto a obesidade, com IMC igual ou maior que 30Kg/m², aumentou de 16,4% (2015) para 18,1% (2017). O percentual de adultos que referiram ter diagnóstico médico para diabetes mellitus teve um aumento considerável, comparando os anos de 2013 (6,1%) e 2016 (9,6%). O número de adultos que apresentam diagnostico para hipertensão arterial aumentou significativamente, comparando os anos de 2015 (22,8%) e 2016 (25,5%), porém diminuiu para 23% em 2017, sendo assim, observou-se que juntamente com o aumento crescente da obesidade, novos casos de diabetes e hipertensão arterial foram constatados. Concluindo que o excesso de peso, causado principalmente pelo sedentarismo e hábitos alimentares inadequados, com uma dieta repleta de alimentos ricos em gordura saturada, gordura trans, carboidratos refinados, rica em sódio, alto teor calórico e pobre em nutrientes, favorece o aparecimento de várias doenças crônicas, além de comprometer negativamente o estado imunológico do indivíduo.

Publicado
2020-01-22
Seção
Nutrição