PREVALÊNCIA DA HIPERTENSÃO E LEISHMANIOSE VISCERAL NO BRASIL

  • Caroline Bertasso Baldão UniBrasil
  • Rayan Lucas UniBrasil
  • Leticia Rozenberg UniBrasil
  • Amanda Conte UniBrasil
  • Larissa Lacour UniBrasil
  • Edilceia Domingues do Amaral Ravazzani UniBrasil
Palavras-chave: hipertensão; leishmaniose visceral; prevalência; incidência.

Resumo

Dois tipos de doença são prevalentes no Brasil, as Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) caracterizadas por serem silenciosas, se desenvolverem ao longo da vida e não apresentarem nenhum tipo de vetor a exemplo das Doenças Transmissíveis (DT) que são a segunda vertente de patologias observadas no Brasil. O objetivo deste estudo foi transcorrer sobre a prevalência da Hipertensão Arterial e Leishmaniose Visceral, no período de 2014 a 2017. Os dados foram obtidos na plataforma digital da Sociedade Brasileira de Cardiologia do Ministério da Saúde e da base de dados Scielo. A Hipertensão se destaca como a doença mais incidente no brasileiro, sendo um considerada uma doença crônica, idiopática que deriva de diferentes fatores, tais como  hereditário-genéticos e outros associado a estilo de vida tais como maus hábitos alimentares, sedentarismo, tabagismo, dentre outros, e se não tratada pode vir a provocar importantes danos ao organismo e levar a óbito. No período dos cincos anos analisados, foi possível observar  uma elevação drástica na incidência da doenças, também é importante ressaltar que a hipertensão arterial tende a aumentar devido aos maus hábitos da população. Conforme observado, nos anos de 2014, 2016, 2017 e 2018, 10,5 milhões, 14,3 milhões, 23,5 milhões, 38,9 milhões de indivíduos maiores de 18 anos, foram diagnosticados com hipertensão, respectivamente. Já a Leishmaniose Visceral, doença transmitida pela picada do mosquito contaminado pelo protozoário infectante, esteve controlado por um tempo logo após um grande surto ocorrido no Brasil. A maior conscientização em relação ao controle do mosquito e utilização de repelentes pode ter contribuído para isso, porém, em 2017 os casos voltaram a aumentar. Considerando indivíduos maiores de 18 anos, nos anos entre 2014 a 2017, foram encontrados, respectivamente, 3.500 casos, 3.400 casos, 3.200 casos e 4.103 casos. Este aumento pode estar relacionado ao fato dela ser uma doença onde o tratamento não elimina completamente o protozoário de humanos e cães, assim, tem um alto poder de disseminação, considerando o mosquito infectado ser o vetor. Conclui-se que no Brasil, atualmente, convivemos de um lado com um aumento significativo das Doenças Crônicas não Transmissíveis, porem os cuidados para prevenir as Doenças Transmissíveis não pode ser negligenciado. É nítida a importância da conscientização da população com relação aos hábitos saudáveis, tais como, alimentação adequada, não uso de substâncias prejudiciais, prática de exercícios físicos, bem como da educação em saúde, aumento do saneamento básico e cuidados com a higiene pessoal e do ambiente para que a incidência e prevalência desses problemas possa ser reduzido.

Publicado
2021-06-11
Seção
Nutrição

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