FARMACOGENÉTICA DA DEPENDÊNCIA: ANÁLISE DE VARIANTES GENÉTICAS EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS COM DIFERENTES PADRÕES DE USO DE SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS

  • Adriana de Oliveira Christoff Centro Universitário Autônomo do Brasil - UniBrasil
  • Beatriz Mocelin Aluna do curso de Farmácia
  • Regina Azevedo Aluna do curso de farmácia
  • Edinéia Pinheiro Araújo Aluna do curso de farmácia
  • Liya Regina Mikami Professora de genética e biologia molecular da escola da saúde - unibrasil
Palavras-chave: Farmacogenética, Drogas Psicotrópicas, Dependência, Universitários.

Resumo

O uso de drogas é um problema de saúde pública que ocorre especialmente entre jovens universitários, conforme estudos epidemiológicos. A dependência é uma doença multifatorial, sendo que um dos fatores relevantes para o seu desenvolvimento são os aspectos genéticos. Desta forma a Farmacogenética, é considerada uma ferramenta para o entendimento das relações entre dependência e genética com o objetivo de desenvolvimento de novos e eficazes fármacos que atuem sob aspectos próprios da dependência, como o craving e as recaídas. Desta forma, o objetivo deste trabalho é verificar a presença de variantes genéticas em estudantes universitários em diversos padrões de uso de substâncias psicotrópicas. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa do Unibrasil e visa entrevistar 1000 alunos. No estudo será utilizado como instrumento de detecção do padrão de uso de drogas, o ASSIST (Alcohol, Smoking and Substance Involvement Screening Test), o qual é composto por um questionário, onde cada resposta tem um valor numérico gerando um escore final, traduzido em: baixo, moderado e alto risco para o desenvolvimento da dependência. Os indivíduos classificados em baixo risco serão considerados os controles negativos. Para a análise genética será realizada a extração do DNA a partir de uma amostra de sangue periférico coletado dos participantes após seu consentimento, através da técnica de LAHIRI e NURBERGER, sendo a amplificação do DNA pela PCR (Reação em cadeia da polimerase), eletroforese em gel de agarose e a detecção de mutações através da Análise Conformacional de Fita Simples (SSCA), com base na metodologia de BUDOWLE e cols. Até o presente momento foram aplicados 83 questionários. Dos entrevistados, 59% são mulheres; 91% solteiros e a classe social prevalente foi a B1 e B3 (34% e 36%, respectivamente).  A análise dos questionários aplicados revelaram que nos últimos três meses, 97% usaram bebidas alcoólicas, 70% tabaco e 36% maconha. Em relação a classificação do padrão de uso, 25% dos universitários entrevistados apresentam risco moderado para bebidas alcóolicas, 45% para derivados do tabaco e 57% para maconha. O presente estudo encontra-se em andamento para atender o número de indivíduos pretendidos (1000 alunos) para que se possa encontrar os três diferentes padrões de uso e realizar a correlação com os estudos genéticos, os quais também se encontram em andamento. Através dos resultados obtidos até o presente momento, verifica-se a necessidade de medidas preventivas voltadas para o uso de álcool e maconha. Nesta população, espera-se encontrar as alterações em genes específicos relacionados aos receptores D2 e a algumas CyPs que metabolizam substâncias psicotrópicas como a CyP2A6.

Biografia do Autor

Adriana de Oliveira Christoff, Centro Universitário Autônomo do Brasil - UniBrasil
Possui graduação em Farmácia e Bioquímica / Indústria e Alimentos pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2004). Especialista em Farmacologia pela Universidade Federal do Paraná (2006). Mestre em Farmacologia pela Universidade Federal do Paraná (2008) e doutorado em farmacologia pela Universidade Federal do Paraná (2015). Atualmente é professora pesquisadora do Centro Universitário Autônomo do Brasil (UniBrasil). Possui experiência na área de Farmacologia com ênfase em Metabolismo hepático e na área de drogas de abuso. Participa de pesquisa básica e clínica na área de drogas de abuso.
Publicado
2018-02-26

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