Estudo das formas moleculares da butirilcolinesterase em cães (canis familiaris)

  • Ana Carolina Pitt
  • Liya Regina Mikami
  • Ricardo Lehtonen Rodrigues de Souza
  • Lupe Furtado Alle
Palavras-chave: butirilcolinesterase, atividade enzimática, fenótipo C5 , cães

Resumo

A butirilcolinesterase e a acetilcolinesterase, BChE e AChE, são enzimas do grupo das colinesterases que realizam hidrólise de diversos ésteres de colina. A BChE é uma enzima multifuncional distribuída por diversas partes do corpo e que apresenta isoformas, sendo associada a outras substâncias, como à albumina e, no caso da banda C5,a uma substância não identificada. Muitos estudos sugerem sua ligação com diversas doenças do metabolismo, do sistema cardiovascular e nervoso, sendo a maioria deles em humanos.  O presente trabalho visou observar a presença da BChE em cães, para verificar sua atividade, isoformas e presença do fenótipo C5+. Para determinação das isoformas e da presença do fenótipo C5+foram utilizados géis de poliacralimida com dois gradientes de concentração (5 e 7%) e ágar ácido, respectivamente, e a leitura da atividade enzimática foi feita em duplicata em espectrofotômetro em comprimento de onda de 410 nm. O fenótipo C5+ foi encontrado em 99 (97,05%) de um total de 102 amostras, e a média das atividades enzimáticas foi de 2,27 KU/L. Visto que a presença da banda C5+ em humanos é de até 10% em euro-descedentes, conclui-se que em cães a prevalência é muito maior, atingindo quase 100%. Já a atividade enzimática encontra-se com uma variação menor do que a encontrada em seres humanos, que é de 4,62 KU/L. As formas moleculares foram comparadas entre os cães, não sendo observada diferença significativa entre as bandas.
Publicado
2017-03-14
Seção
Artigo Original