Avaliação da trombocitopenia e envolvimento da esplenomegalia em ratos submetidos ao modelo de hipertensão portal

  • Francielle França da Rosa
  • Beatriz Essenfelder Borges
  • Jannaina Ferreira de Melo Vasco
  • Luiz Fernando Kubrusly
  • Camila Moraes Marques
Palavras-chave: Hipertensão Portal, Trombocitopenia, Esplenomegalia

Resumo

Na hipertensão portal (HP) ocorre o aumento da resistência vascular na veia porta e se desenvolve circulação colateral com dilatação das veias esplâncnicas para que o fluxo sanguíneo possa alcançar o sistema da veia cava superior, com consequente trombocitopenia. Para o diagnóstico de HP tem-se utilizado a esofagogastroduodenoscopia (EGD) e a medida do gradiente de pressão venosa hepática (GPVH), métodos invasivos e desconfortáveis. Muitos métodos não invasivos têm sido propostos para evidenciar a presença de varizes, entre eles a correlação entre a contagem de plaquetas (CP) e o diâmetro do baço (DB). Este trabalho teve como objetivo avaliar a CP e DB como preditivo de presença de varizes em ratos Wistar com HP induzida por Ligadura Parcial da Veia Porta (LPVP). O trabalho teve aprovação da CEUA da Faculdade Evangélica do Paraná, protocolo nº3881/2014. Foram utilizados 16 ratos Wistar, pesando em média 300g, divididos em Grupo I: Controle (SO) e Grupo II: LPVP. No 15º dia foram coletadas amostras de sangue para a contagem de plaquetas e removido o baço para medida do diâmetro. Foi feita análise estatística para comparação entre os grupos I e II, com significância de 5%. Não houve diminuição do número de plaquetas e aumento do diâmetro do baço significativos ao comparar os grupos (p>0,05). Concluindo, esse estudo mostrou que não existe diferença significativa na relação CP/DB entre o grupo I comparado ao grupo II, demonstrando que esse modelo não foi eficiente para avaliar esses parâmetros.
Publicado
2017-03-14
Seção
Artigo Original