INCIDÊNCIA DE BACILOS GRAM-NEGATIVOS NÃO FERMENTADORES DE GLICOSE ISOLADOS DE HEMOCULTURAS DE PACIENTES ONCOLÓGICOS

  • Lanna Sendtko Brzezinski
  • Jannaina Ferreira de Melo Vasco
  • Ana Carolina Martins dos Santos
  • Andrea Krelling
  • Daiane Cardozo
  • Bruna Gonçalves
  • Gabriele Sorendino da Silva
  • Luiza Souza Rodrigues
Palavras-chave: bacteremia, sepsis, Pseudomonas aeruginosa, Stenotrophomonas maltophilia

Resumo

A hemocultura é a principal forma de diagnosticar a etiologia e a gravidade dos microrganismos envolvidos na sepse, permitindo assim a confirmação da suspeita clínica e o direcionamento da antibioticoterapia. O aumento na ocorrência de sepse deve-se, entre outros fatores, ao envelhecimento da população, aumento da realização de procedimentos invasivos, síndrome da imunodeficiência adquirida, doenças crônicas e ao uso de fármacos imunossupressores. Dentre os microrganismos emergentes envolvidos em infecções de corrente sanguínea, estão os bacilos Gram-negativos não fermentadores de glicose (BGNNF), comuns no meio ambiente e pela resistência a variadas classes de antibióticos. Este trabalho teve como objetivo determinar a incidência e o perfil de suscetibilidade aos antimicrobianos desse grupo bacteriano em hemoculturas de pacientes oncológicos durante o período de seis meses. Foram encontrados sete (4,79%) BGNNF, em um total de 146 hemoculturas positivas, três Pseudomonas aeruginosa, duas Stenotrophomonas maltophilia, um do complexo Burkholderia cepacia e um não identificado, com perfis de resistência variados. Esta baixa incidência, bem como a ausência de perfis bacterianos multirresistentes, reforça a importância do conhecimento da epidemiologia local para o aperfeiçoamento das terapias empíricas. Considerando-se que os BGNNF são patógenos oportunistas, a correta conduta profilática no ambiente hospitalar pode minimizar este tipo de infecção.

Publicado
2017-08-24
Seção
Artigo Original