O SINTOMA NA PERSPECTIVA DE SETE ABORDAGENS DA PSICOLOGIA
DOI:
https://doi.org/10.25192/issn.1984-7041.v24i17334Palavras-chave:
Sintoma, Abordagens da Psicologia, Psicologia Clínica, PsicoterapiaResumo
Introdução: A compreensão dos sintomas são essenciais para a prática clínica e psicoterapêutica, assim como para a promoção da saúde humana. Sendo inúmeras abordagens psicoterápicas existentes, foram escolhidas sete delas para esta pesquisa, sendo elas: Psicanálise, Analítica, Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), Sistêmica, Fenomenológica-Existencial, Gestalt e Logoterapia. Objetivo: analisar o entendimento do sintoma em diversas abordagens psicoterapêuticas e como isso influencia a prática clínica. Método: foi utilizada pesquisa bibliográfica e entrevistas, a partir de um roteiro semi-estruturado, com profissionais psicólogos das referidas abordagens. Resultados: Foi observado aproximações e singularidades da compreensão do que é sintoma entre as sete abordagens psicológicas. Em comum, observou a postura do psicólogo de olhar primeiro para o sujeito e depois para o sintoma. E a associação do sintoma com o processo de ressignificação, mecanismo de defesa e forma de sobrevivência. Houve uma distinção no entender se é necessário ou não a estabilização do sintoma. E observou, também, algumas singularidades derivadas da epistemologia de cada abordagem. Conclusão: apontaram como a compreensão do que é o sintoma afeta a forma de tratá-lo e o manejo clínico do profissional de psicologia.
Referências
2. American Psychiatric Association (APA). Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais DSM-5. 5ª ed. Porto Alegre: Ed. Artmed; 2014.
3. Anaya NC. Diccionario de Psicología. 2ª ed. Bogotá: Ecoe Ediciones; 2010.
4. Organização Mundial da Saúde. Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10: descrições clínicas e diretrizes diagnósticas. Porto Alegre: Ed. Artmed; 1993.
5. Cunha JA. Fundamentos do psicodiagnóstico. In: Cunha JA, et al., editors. Psicodiagnóstico-V. 5ª ed. Porto Alegre: Artmed; 2007. p. 23-31.
6. Galimberti U. Diccionario de Psicología. D.F., MÉXICO: SigloVeintiuno; 2002.
7. Cordioli AV. As principais psicoterapias: fundamentos teóricos, técnicas, indicações e contra-indicações. In: Cordioli AV, et al., editors. Psicoterapias - Abordagens atuais. 3ª ed. Porto Alegre: Artmed; 2008. p. 19-41.
8. Atkinson RL, Atkinson RC, Smith EE, Bem DJ, Nolen-Hoeksema S. Introdução à Psicologia de Hilgard. 13ª ed. Porto Alegre: Artmed; 2002.
9. Conselho Nacional de Saúde (CNS). Resolução n° 510, de 7 de abril de 2016. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2016/res0510_07_04_2016.html.
10. Bock AMB, Furtado O, Teixeira MLT. Psicologias: uma introdução ao estudo de Psicologia. 14ª ed. São Paulo: Saraiva; 2008.
11. Zimerman D. Vocabulário contemporâneo de Psicanálise. Porto Alegre: Artmed; 2008.
12. Henckel M, Berlinck MT. Considerações sobre inibição e sintomas: Distinções e articulações para destacar um conceito do outro. Estilos da Clínica. 2003;8(14):114-125. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-71282003000100009&lng
=pt&tlng=pt. Acesso em: 25 jun. 2020.
13. Dunker CIL. Mal-estar, sofrimento e sintoma. Releitura da diagnóstica lacaniana a partir do perspectivismo animista. 2011. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/ts/v23n1/v23n1a06. Acesso em: 11 jun. 2020.
14. Jacobi J. A Psicologia de C.G. Jung; uma introdução às obras completas. Petrópolis: Vozes; 2013.
15. Cabral A. Tipos Psicológicos. 3ª ed. Rio de Janeiro: Zahar; 1960.
16. Jung CG. Psicologia do inconsciente. Petrópolis: Vozes; 1980.
17. Callegaro MM. O novo inconsciente: como a terapia cognitiva e as neurociências revolucionaram o modelo do processamento mental. Porto Alegre: Ed. Artmed; 2011.
18. Beck JS. Terapia Cognitiva: teoria e prática. Porto Alegre: Artmed; 2007.
19. Celestino VRR, Bucher-Maluschke JS. Um novo olhar para a abordagem Sistêmica na Psicologia. Pesquisa-Desenvolvimento e Gestão. 2015;18(3):318-329. Disponível em: http://periodicos.unifacef.com.br/index.php/facefpesquisa/article/view/1109. Acesso em: 09 jun. 2020.
20. Gomes LB, Bolze SDA, Bueno RK, Crepaldi MA. As origens do pensamento sistêmico: das partes para o todo. Pensando famílias. 2014;18(2):3-16. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679494X2014000200002&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 24 jan. 2020.
21. Ocampo More CLO, Crepaldi MA, Rodrigues Gonçalves J, Menezes M. Contribuições do pensamento sistêmico à prática do psicólogo no contexto hospitalar. Psicologia em Estudo. 2009;14(3):465-473. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=
S141373722009000300007&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 24 jan. 2020.
22. Costa LF. Uma perspectiva Sistêmica para a Clínica da Família. Psic.: Teor. e Pesq. 2010;26:95-104. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S01
0237722010000500008&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 13 jul. 2020.
23. Moreira V. Possíveis contribuições de Husserl e Heidegger para a clínica fenomenológica. Psicologia em estudo. 2010;15:723-731. Disponível em: https://www.scielo.br/j/pe/a/xYbScC
TJrv7hd7RXKsDsrBF/abstract/?lang=pt. Acesso em: 01 set. 2021.
24. Jones, A. (2001), Absurdo e ser-em-si. A terceira fase da fenomenologia: Jean-Paul Sartre e a psicanálise existencial. Jornal de Enfermagem Psiquiátrica e de Saúde Mental, 8: 367-372. https://doi.org/10.1046/j.1365-2850.2001.00405.x
25. Schneider DR. Sartre e a Psicologia clínica. 1ª ed. Florianópolis: UFSC; 2011.
26. Moreira V. A Gestalt-Terapia e a Abordagem Centrada na Pessoa São Enfoques Fenomenológicos? In: Revista da Abordagem Gestáltica: Phenomenological Studies. 15(1):3-12; 2009. Disponível em: https://www.redalyc.org/pdf/3577/357735512002.pdf. Acesso em: 15 set. 2023.
27. D’Acri G, Lima P, Orgler S (orgs.). Dicionário de Gestalt-terapia: “Gestaltês”. 2ª ed. São Paulo: Summus; 2014.
28. Carvalho JM. Viktor Frankl e a psiquiatria. Porto Alegre: Mikelis; 2019.
29. Frankl VE. A vontade de Sentido. Fundamentos e aplicações da Logoterapia. 1ª ed. São Paulo: Paulus; 2011.
30. Frankl VE. Um Sentido para a Vida. Psicoterapia e Humanismo. Aparecida: Ideias e Letras; 2005.
31. Frankl VE. Psicoterapia e Sentido da Vida: Fundamentos da Logoterapia e análise existencial. 7ª ed. São Paulo: Quadrante; 2019.
32. Frankl VE. Teoria e terapia das neuroses: introdução à Logoterapia e à análise existencial. São Paulo: É realizações; 2016.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Transferimos os direitos autorais pertinentes ao manuscrito, aceito para publicação nesta revista, para propriedade exclusiva dos Cadernos da Escola de Saúde e, concordamos que seja vedada a reprodução parcial ou total em qualquer meio de divulgação, impresso ou eletrônico, sem que a prévia e necessária autorização seja solicitada ao Conselho Diretor da Revista.
